sábado, 20 de junho de 2015

Passei o dia deitada na cama,
como se estivesse doente.

Coisa que não estou,

embora 
seja,
extremamente, doente de mim. 

Acordei dona de uma loucura  lúcida.


Me encho do oco de mim,

do tédio e do verso...

Sou como a nau que partiu de si,
e em si, espera ancorar e afundar...

Ando dona de uma sanidade burra.


e mais burra aos sábados

e as segundas...

Fora do verso,

nada me cabe,

tudo me escapa

e me cessa. 

Fora do verso não sou eu.


E dentro... tão pouco.


Não me cabe ser outra coisa além de espera e nau.


Acordei dona de mim e de nada.


Levanto da cama,  esfrego o tempo dos olhos,

escrevo,
e  afogo. 

Sou nau a esperar-se vento. 


E ainda, ei de ser tempestade e louca.  

Um comentário:

  1. Nau e vento é bom, isso me diz que tu é o que te move, as duas coisas cabem no mesmo lugar. Caber parece que é alguma coisa que não sei, como um monte de outras.
    Boa semana.

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