domingo, 10 de outubro de 2010

Na noite quente,
Sentindo todo o pesar do mundo
Latejando na minha cabeça,
E sufocar a minha respiração,
Abro a janela do quarto, para respirar,
Vejo,então, o céu coberto por estrelas,
E o infinito que parecia querer sorrir para mim.

Sim;o infinito me sorria,
E,ele gargalhava também!

Eram as estrelas que via pela janela,
Brilhando;quietas no céu;
O sorriso do infinito
Se fazendo nos meus olhos.

Era o silêncio da noite
Que enchia os meus ouvidos;
Com o seu riso mais doce;
A gargalhada do universo.

O infinito sorria,
E as estrelas pareciam querer
Cobrir de luz toda a nudez do mundo
E ofuscar com o seu brilho toda a miséria e feiúra humana,
Só para que os meus;pequenos e doentes; olhos pudessem enxergar
o universo que sorria do lado de fora da janela;
Totalmente indiferente ao mundo que ardia;
dentro do  meu quarto.

O universo sorriu para mim,
E,eu sorri também,
Esquecendo toda a dor,
Enquanto olhava o céu estrelado
pela janela do meu quarto.

3 comentários:

  1. Sem dó eu digo, sem medir palavras: Que texto foda!
    Um dia ainda abandonaremos o quarto, a janela e a terra, criaremos asas e alcançaremos o céu. Por enquanto, voamos com poemas, e que poemas!
    Um abraço, poetisa!

    Elvio Fernandes

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  2. "O universo sorriu para mim,
    E,eu sorri também,
    Esquecendo toda a dor,
    Enquanto olhava o céu estrelado
    pela janela do meu quarto."]

    Isso me trouxe conforto, uma sensação de paz incrível, parabéns, seu blog é lindo.

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  3. Muito lindo...versos tão suaves e verdadeiros que no fim da tua poesia, com o último verso, também somos capazes de sorrir. Parabéns!!!

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