domingo, 1 de maio de 2011

O que se é,
por vezes é distinto, daquilo que se queria,
ou se propõe,ser.

Mas,definições são dispensáveis...

Apenas, detesto perceber-me,
limitada e inútil assim.

Não falo, de filosofias aqui.
Minhas pretensões não são, assim, 
tão claras nem tão sérias.

Falo, das coisas que julgo ver,
e a verdade é que:
Não julgo ver coisa alguma.

Na maior parte das horas,
me sinto um vazio,
ou qualquer coisa disforme,
e meio apagada.

As linhas,
ficam, então,
nesse quase-apagar,
ilegível e instável.

Certo é,que pouco me importo,
em querer perceber ou definir,
o quanto estou dentro ou fora delas.

Sei, que é um tanto solitário,esse estar.
Solitário.Apenas isso.

...Às vezes penso,se isso,que é ser poeta.

3 comentários:

  1. Você é uma das pessoas mais conectadas da blogos(fera).

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  2. Menina, muito bom mesmo seu espaço aqui!!

    Me apaixonei por sua forma de destilar palavras e armadilhas...

    Menina, você é boa demais mesmo!!

    te sigo aqui.
    um carinho,
    Mell

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  3. Ser poeta...
    Talvez o não-estar indefinível, talvez a redundância mais cruel, ou simplesmente o Talvez...
    Acho que uma árvore é mais poeta do que todos juntos. Ótimo poema. Talvez fruto ou folha...

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