quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Guardo no caderno

Vou te escrevendo e apagando, assim,
entre versos e borrões...

Fazendo caber na miudeza da minha letra;
um verso, inacabado, de sentimentos ilegíveis...

Perdendo tempo,
ganhando medo,

Rabiscando folhas,
apagando o peito...

Te perco, e te ganho,
nos rabiscos dos meus passos,

Me lembro,
e esqueço...

Mas não; não há mais nada a te escrever.

Te esparramo e amasso no papel...

E no peito... 

Guardo os versos no caderno... E é só.

2 comentários:

  1. Agora que sou ES-tudado, posso afirmar que papel serve pra muita coisa, até pra limpar...

    ... ah, os cadernos... somos fodas, com ou sem eles.

    Créu!

    ResponderExcluir