Habito um espaço qualquer,
que fica à direita ou à esquerda,
de coisa nenhuma.
E,essa coisa nenhuma,
sou eu mesma, irrelevante assim.
Dentro de tudo o que fiz, ou deixe de fazer,
percebo a saudade pelo que deixe de ser.
Tenho uma centena de pequenos detalhes, insignificantes,
que vão se somando, e me subtraindo.
E eles também sou eu.
E não que eu queira qualquer tipo de cura,
para o que sou...
A doença está diagnosticada,
e é só. Dispenso o tratamento.
Mas o que, realmente, me incomoda,
não é o fato de você me achar vazia,
e sim, eu concordar com isso...
As coisas todas me parecem tão insípidas.
E o que tenho, eu, feito da vida sabendo disso?
Nada além de insipiências também:
Tardes desperdiçadas, noites viradas, e versos descartados,
dentro de sentimentos; igualmente; descartáveis...
Eu mesma sou extremamente descartável...
...É frustrante perceber-se.
Nossa.Se você é vazia eu não sei ,mas que esse texto é uma avalanche de sentimentos é.E acho que todas as pessoas são um pouca vazias ou totalmente,quem sabe?por isso que a maioria se prende a tantas ilusões ,porque tem medo de enfrentar elas próprias ,os próprios sentimentos ou a falta deles ,olha eu não sou muito de elogiar ,mas esse texto tá de uma reflexão imensa e discordo muito que você seja descartável,alguém que escreve dessa forma não deve ser descartado ,de forma alguma.
ResponderExcluir__________
Beijo.
é perceptível frustrar-se.
ResponderExcluirtalvez seja a única distração sensorial que nos reste.
Incômodo. Desespero. Angústia.
ResponderExcluirChique esse post, assim como os outros.
Bj!
Pois é Mirtez, você é tudo e esta tudo, nesse poema.
ResponderExcluirPosso acrescentar, poetizadora ...?
Sabia que isso é tudo o que mais quero ser em relação à coisas? É ... Poetizador.
Soletra essa palavra, sentiu a força a energia do som quando se diz: poetizar, sem precisar estar além disso?
bjo no coração.