domingo, 8 de abril de 2012

Nos encontremos onde haja caos

Ela sai, fuma um cigarro fitando a linha do horizonte, sem dizer palavra alguma. É um silencio meio frio, afinal de contas... Cigarros não te aquecem a boca tanto assim.

Pensava sobre isso de ser vitima ou algoz... Mas que besteira tudo isso... Ninguém é tão definível assim, para se enquadrar em uma só categoria. Bom ou ruim, vitimas ou algozes... Os caras que andam de skate na rua  fumando baseado, crentes rezando nas igrejas, poetas, políticos, e todo o resto da gente que tem por ai.. Todos tão diferentes uns dos outros, são o que?

Ela pensava asneira enquanto tragava outro cigarro calmante, enquanto não via o tempo  que se ia gastando em cada tragada do cigarro e pensamento confuso, que sua cabeça igualmente confusa e atrapalhada, ia produzindo à toa.

Ela pensava no namorado poeta a quilômetros de distancia , nas contas, no trabalho, nas músicas e em comprar fones de ouvido, amor e outras patifarias do gênero...

Mais um cigarro, e outro e mais outro... "A vida é tão caótica e nós somos imperdoavelmente breves e estranhos demais". "Como eu penso besteira meu deus..." Outro e outro cigarro... "Nem gosto dessa fumaça...”

Ela fumava um cigarro escondida debaixo da escada, esperando alguém que não chegava, esperando um pouco de calma, carinho, talvez assim  largasse os cigarros o tédio e a insegurança...

Besteira... Ela levantou-se e foi até a padaria, esvaziará o maço...

"A vida é mesmo um caos...” Pensou descendo sozinha a rua da padaria.

4 comentários:

  1. Parece um texto da Nayara.
    Bom, muito bom.

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  2. Verdade!
    Lembra mesmo as coisas que ela costuma escrever.

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  3. nós precisamos de vícios,
    esperar mais o quê?

    muito bom o teu texto, me identifiquei com ele, não só pelo cigarro...

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  4. Ervaaa, eu te amoooooo ♪
    *fã fanático*

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