quarta-feira, 11 de abril de 2012

No mesmo cômodo

Não entendo o que seja amor,
se é sútil ou caótico demais para caber em qualquer definição...

mas indefinidamente assim, não me importaria em ficar,
na pontas dos pés,
só para te alcançar os braços, e abraços...

aprender todas as línguas do mundo,
até poder prender a tua,
na minha boca, em qualquer beijo que eu te roube,

esquentaria o teu coração
da hora do café até o jantar,

encheria o copo do teu uísque,
e ficaria te escutando recitar um poema, do Neruda ou outro qualquer...

escreveria uma canção pro teu violão, 
não faz diferença,  se nele,  tem o meu nome ou não,

e você pode até me dizer, que amanhã vai fazer um sol quente pra porra,
e que você não vem,
porque eu ficaria te esperando do mesmo jeito...

... minha poesia fica  muito rala sem a tua.

2 comentários:

  1. talvez não seja possível entender o que é amor mesmo...tua poesia encanta-me cada vez mais, com a sua forma rítmica e irônica...

    beijos

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