quarta-feira, 18 de abril de 2012

eu sempre escolho as palavras erradas,
não que exitam palavras certas afinal de contas,

se quer existem escolhas certas...

existem apenas escolhas, e até isso é questionável.

eu sou cheia de medos,
cheia de vícios,
pequenos e grandes defeitos.

sou cheia de mim,
até a tampa.
e o que sobra, me escorre e vira isso...

seja lá o que isso for. só sei que poesia não é...

é mais pobre e mais ralo, e nada prático,
e muito menos poético,
me faltam letras e me sobram frases prontas.

e que frase não está pronta?

que palavra ainda não está pronta dentro de mim?

todas elas,
e nenhuma delas...

tudo o que eu sinto 
tudo o que eu não sinto... é o mesmo.

tudo o que eu quero,
tudo o que eu não quero ... é o mesmo

é confuso e estranho demais para definir.

oras, e quem precisa de qualquer definição?

eu não!

mas às vezes... eu queria.... ser menos indefinível e mais... fácil? nem tanto.

no fundo eu sei.

só queria que estivesse aqui, ponto.

3 comentários:

  1. Deixa escorrer...



    ... de você...


    ... para mim.

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  2. Deixa está fora, pois é estando fora que melhor se ver lá dentro, dentro do seu próprio ego. Abraços!

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  3. "Um pouco estranha, e verdade, mas nao tao estranha que nao pudesse entende-la."
    (Aline Diedrich)

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