quinta-feira, 12 de abril de 2012

não me cobra, e eu não o cobro,
ao menos,
não mais que o necessário.

mas o que é necessário afinal de contas?...

me diz, em tom de desafio, para que eu não escreva sobre coisas óbvias,
mas obviamente, eu não sei fazer isso...

tudo me parece muito óbvio nesse mundo, 

eu também sou muita óbvia.

minhas intenções, 
escancaradas bem na minha cara, 
expostas como se fossem uma janela aberta...

sou uma janela aberta,
para o tédio e para  nada...

não; sou uma janela aberta para a vida e para tudo...

não... ainda não está certo!

sou uma janela aberta... para o quê?

não sei dizer... talvez seja tão óbvio...

que de tão óbvio só me reste mesmo escrever.

pego o celular e vejo as horas, 21:55 ainda... 

é tão óbvio isso?...

3 comentários:

  1. Né não, óbvio não.

    É desóbvio.

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  2. numa guerra para perder territórios:
    http://www.youtube.com/watch?v=c6tcKDcoIws
    mapas de pântanos:
    http://www.youtube.com/watch?v=lQmSM2FSino&feature=relmfu

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  3. Nem o dicionário é óbvio, que dirá poesia?
    janelas: se abertas, luz, se fechadas... incerteza.

    gostei do poema, Mirtes.

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