quarta-feira, 6 de abril de 2011

Perto ou muito longe,
de mim mesma?

Não sei,
pensar, assim, em mim,
é mera confusão.

Que me amarga e adoça,
em uma meia-confissão;
eu;
pela metade da metade,
de uma meia-verdade,
que me esconde e mostra.

Me explico, o que,
não entendo:

Todas as linhas são minhas,
todas as horas me marcam,
e descompassam,
Cada batimento me abre e sufoca,
me aperta e me fecha,
dentro e fora,
do peito.

Acho que não caibo,
em nada, que seja meu...Será que fui eu?

A noite é grito,
que me caí calado entre os dedos,
O verso:
É um novo amanhecer em mim.

Julgo ser,
nem tão longe,nem tão perto.

Habito um sem fim,
que finda dentro e fora da minha abstração.

Se é, perto ou muito longe...?
Não sei. Estou. Mas, não sei nada além,
desse estar assim,cá ,em mim,
ilegível,enfim.

Sou por definição,indefinível.

...Ou qualquer tolice desse tipo.

2 comentários:

  1. Perto de você parece que é melhor.

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  2. Fico feliz em ler isto.
    Fico também feliz que minha poesia desperte algo de bom em você, dado o fato da mente que você tem.

    Tenho a impressão que tudo que você faz é de acordo com sua filosofia, este ideal poético que você segue, acho bom isso, a concepção de uma idéia distinta.

    Um grande abraço de quem admira.

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