terça-feira, 26 de abril de 2011

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Não sei nada de mim,
e nada ,espero saber,  além disso.

Sei que às vezes me repito,
e me reparto,
em papel branco...

Do tudo que eu senti,
ou julguei sentir,
não vejo os motivos que  me expliquem ,
o que  fiz,
e o que não fiz.

Rabisco(-me) folhas,
tento me encontrar em qualquer lugar,
em que nunca estive,

Dentro de mim,
mora alguma coisa,
que não se define,
se acha  ou se perde,
por completo,

Me olho de lado,
e não sei de que lado de mim,
estou, eu,por fim.

A linha é reta,
quando torta,
É real e abstrata, enfim,

É tudo,
mesmo que não seja nada.

O verso se mistura, e se refaz,
cheio de um  vazio que acorda,
e dorme em mim,

E na verdade,
não quero dizer ou calar,
coisa alguma...

Escrever está ficando;
simplesmente;
muito pouco e muito chato pra mim.
                   
                         [E ponto.

2 comentários:

  1. Seu blog é muito bom por isso vim até o seu espaço e gostei muito do que li por aqui. Tenho um blog Tb gosto d++ de poemas. E estou te seguindo se VC puder da uma passada La no meu blog. E VAI SER UM PRAZER SE PUDER ME SEGUIR...Bejs . Déia.........
    Esse é o link do meu blog
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  2. "Escrever está ficando;
    simplesmente;
    muito pouco e muito chato pra mim.

    [E ponto."


    Pra mim também, mas quando leio textos tão foda como esse seu, encontro um ponto, de conforto.

    Abraço!

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