sábado, 2 de abril de 2011

Bebi minha própria alma,
de um só gole,
Mas tudo que eu queria,
era poder vomitá-la agora:

Ando tão abstrata...

Simplesmente, 
vou empurrando com a barriga,
o meu hoje pra amanhã.

Às vezes me levanto,
já pensando em me deitar...

...Ah Deus,
Eu deveria deixar de ser tão paranóica.

Sou desinteressada,
e desinteressante,
um espinho sem rosas,
ou ,qualquer coisa,mau-humorada, assim...

Estou tão cansada,
Que tanto faz... Isso já não é novidade pra mais ninguém.

Grande coisa tudo isso...

...Não há nada de extraordinário aqui.

Sou uma metralhadora;
carregada de coisa nenhuma;
disparando contra todos os lados.

Mas, só quem sente, 
o impacto do tiro sou eu...

Se isso é inspiração,
Ou apenas, falta do que fazer...Também não quero saber.

Eu,simplesmente, deveria...Calar a minha boca agora.

Aham...

2 comentários:

  1. Acho que uma poesia, às vezes, funciona como uma fotografia, guarda aquela imagem sentida naquele momento sentido... Espiritualmente não creio em fotografias, mas creio nos sentidos, as fotos não tem nenhum valor se você não pode lembrar.

    Gosto do que você escreve, gosto mesmo, tudo isso parece ser jorrado do seu cérebro, mas emoldurado por seus dedos. Apesar da forte substância da sinceridade, nada aqui é menos belo que a natureza de um poeta.

    Um abraço.

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  2. Você parece do tipo de pessoa que conversa consigo mesma, rs.

    Muito bom.

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