quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Também não entendi isso aqui

Vou fingindo entender o que leio, 
enquanto escrevo.

Pois sim; vou fingindo.
Não que seja; assim; tão fácil ou tão difícil ir fingindo,
ler o que não entendo.

Eu, apenas vou,

Escrevendo,
lendo,
apagando...

Não que isso faça sentido,
Eu apenas sinto,
Ou acho que sinto qualquer coisa,
Parecida com um sentido ,
quando me invento assim.

As letras vão me escorrendo ,por entre os dedos,
E formando frases soltas ,
que se fixam em mim.

Algumas são amarelas,outras,
Vejo em azul.

E,não que isso me interesse,
Foi ,só qualquer coisa que eu pensei,
Ou que se pensou em mim...

É só alguma coisa que vive em mim.

É ,só o tempo me escorrendo,
por entre os dedos,

E,ele,não é
Amarelo nem azul...

E não que isso me interesse também.

É,só que a vida me soprou alguma coisa aos ouvidos,
E, essa coisa,
Acho, que era eu...

Só que, eu,
Também não faço nenhum sentido,
Dentro ou fora dessa vida.
E, nem finjo,
ou teimo, em tentar entender,
o porquê disso.

Apenas me escrevo, leio, e não apago,
reinventando o sim dentro de um não,
me reescrevendo,enfim.

E vou;assim;

                e

  E
            S
                  C
            O
                       R
    R
                    E
          N
     D 
                           O,

Enquanto me escrevo.

E,não que isso te interesse...

Mas, eu vou,
Me inventado assim.

Por entre os dedos,
de um tempo qualquer,
que apenas finjo ler,
mas,que  não entendo.

4 comentários:

  1. Não é preciso entender o que se escreve, só é preciso a vontade de se proteger da completa loucura, como ja disse Buk certa vez.
    Adorei seu blog, adorei seus textos.

    ResponderExcluir
  2. Parabéns de novo, tive mais uma overdose de identificação.

    ResponderExcluir
  3. Mirtz, quando sai teu livro?
    eu comprarei e faço questão de ter um autógrafo também!!!

    ResponderExcluir
  4. "E,não que isso me interesse,
    Foi ,só qualquer coisa que eu pensei,
    Ou que se pensou em mim..."
    Qualquer coisa,é uma boa definição pra a originalidade, de quase se poder tocar o que se sente.
    Tua poesia me veste,de uma alegria contida.
    Bjo no coração.

    ResponderExcluir