sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

...

Tenho horas em mim,
que se esparramam entre silêncios.
Não sei por que, mas, as minhas abstrações,
me parecem mais claras no escuro.

Tenho inspirado lentamente,
a minha falta de ar,
E isso é tão viciante e confuso...

Há qualquer coisa de estranho,
hospedada no incômodo da minha consciência,
que me obriga a preencher vazios com palavras.

Há tantos pontos soltos se encontrando em mim...
Todos os traços do que eu não fui,
alinhados,
nos desalinhos do que sou.

E os dias que passo em mim,
são cada vez mais raros.

Tenho uma infinidade de ausências,
se apresentando  nos meus sentidos...

Acontece, que me vejo melhor quando não estou em mim.

E,isso é meio patético...

Meu Eu lírico é, mesmo, muito familiar e histérico.

4 comentários:

  1. Enquanto tantos dizem simplesmente aquela frase ridícula "me descrever é tao difícil, melhor me conhecer pessoalmente", vc consegue se mostrar com mil faces!
    Continue na sua viagem, e fazendo um casamento perfeito entre a escrita e seu eu.

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  2. Isto se chama inconsciente segundo Freud, e é tão bem descrito neste poema.
    beijos

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  3. Adorei o teu blog, os teus poemas...
    adorei este lugar.
    espero que também goste do meu =]
    seguindo....

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  4. Patético, é toda a energia que não cria.

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