domingo, 27 de fevereiro de 2011

Deveria ter escrito isto ontem,
mas, estou escrevendo hoje.

Deveria ter visto isto ontem,
mas, estou vendo hoje:

Todas as coisas em mim,
são, estúpidas e vazias.
Não;todas as coisas,em todas as coisas,
são estúpidas e vazias.

Todos os instantes que vagueio em mim,
Findam em você...

Enxergo-me melhor agora que não tenho espelhos,
Sou resultado, inalterável, do que não fui.
E, isso me parece, extremamente aceitável.

Todos os instantes...
Findam em mim.

Deveria ter escrito isto, ontem,
mas estou escrevendo, hoje,
pois, amanhã, serei ontem outra vez.

E, isso também me parece estúpido e vazio.

Talvez, tenha mesmo escrito isto ontem...

Todos os meus instantes, findam,
fora do tempo.

3 comentários:

  1. É verdade, todo o amanhã terá sido alguma vez, um ontem e um hoje. Importante mesmo, é estar presente neles tornando-se uma inspiração aos que vieram ontem,hoje e sempre amanhã.
    E, é bom saber, que a gente sempre pode vir.

    Obrigado.

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  2. Retrataste bem essa agonia, esse ciclo atemporal que não leva a lugar nenhum, que também leva a todos os lugares! ótimo poema!

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