quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um pouco mais de nada

Olho em volta de mim mesma,
sem saber,
o que isso quer dizer afinal.

Desenhei em uma folha velha,
um auto-retrato;
tão abstrato;
com os versos que fiz...

E ao longo desse tempo,
tenho apenas tentando escrever qualquer coisa,
Mas, não estou bem certa do que...

Me esparramei em tantas folhas de papel,
que nem sei mais...

Parece,mesmo,
que me escrevi
um milhão de versos.

Foram dias inteiros,
e madrugadas viradas,
que passei com o lápis na mão.

Gastei palavras,
gastei linhas,
gastei tardes e mais tardes.

Gastei,e simplesmente gastei...

E agora, relendo os versos,
não sei ao certo,
o que foi que escrevi,
Acho que nada...

E só o que me sobra
é um punhado de folhas,
rabiscadas,
E uma sensação crescente de inutilidade e vazio...

São tantos versos repetidos,
tantas frases incoerentes...

É tanta ladainha e blá blá blá,
que as folhas,
vão ficando em branco
enquanto escrevo.

E, dentro do nada,
que isso tudo foi pra mim,
eu,até tentei apagar algumas linhas,
e rabiscar por cima das palavras que havia escrito,
mas,elas continuaram lá...E,eu também.

Eu quis escrever um poema,
e escrevi.

E,agora o que faço com ele...?

Nada.

Vejo meu coração
esparramado em branco,
dentro das folhas amassadas,
que estão pelo chão.

E,isso tudo é tão clichê,
e tão blasé... Que nem finjo mais me importar.

2 comentários:

  1. Vejo meu coração
    esparramado em branco,
    dentro das folhas amassadas,
    que estão pelo chão.
    _____
    eu sinto a mesma coisa!

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