segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Cartas para ninguém

#12- Minha dose niilista diária.

Lugar Nenhum, Entre o vazio e alma, 14 de Fevereiro de 2011

Como sempre, eu não tenho muito que lhe dizer hoje.
E na verdade sinto que estou me repetindo,

Todos os meus dias me parecem iguais: banais e um pouco inúteis.
E não há razão nenhuma que explique essa sensação de vazio que me invade de repente. 

Sinto as tardes passando, e simplesmente passando, sem deixar qualquer resquício em mim, a não ser, é claro, esse tédio, que nunca se esvai.

O sol me pareceu um pouco mais frio esta manhã, e caminhar já não teve o mesmo gosto que antes... E eu nem, ao menos, entendo o porquê disso...

Estive relendo alguns versos antigos; revendo os meus passos; percebo que algo se perdeu dentro dessas linhas.

E talvez, eu tenha, mesmo, gastado tantas folhas em vão...

Tenho me sentido,como se estivesse, nauseada... Tudo o que me chega aos sentidos, parece, mesmo, muito insípido.
E, isso, me é irrelevante, também.

Afinal, se as linhas estão todas tortas,
do que me serveria  alinhar?...

...Escrevê-las, também, já não tem o mesmo gosto.

E, deve ser só melancolia, eu sei... Mas, isso tudo, é tão desgastante, abstrato e inútil.

Esta carta também é... E, eu, só queria que não fosse.

 Até mais.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      
                                                                                                                                                                                                                     Atenciosamente,
                                                                                            ...

2 comentários:

  1. “Porque somos também aquilo que perdemos.”

    Amores Brutos, filme.

    bj!

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  2. Ela não é (a carta), ao menos pra mim. Não!
    É tão cheia de sentidos, de sons, das vontades de recusar ou dizer sim e ir em frente ...
    Adorei esse blog.
    bjonocoração.

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