quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Entre o nada e o eu

Cá estou, eu, outra vez,
entre folhas e silêncios,
que me devoram.

Olhando de longe, o que ainda me restava de orgulho,
esparramando-se,assim,
sem brilho,
dor ou ardor,em mim.

Meu peito pulsa displicentemente,
marcado pelos meus descompassos.

E,não ,que eu tenha muito o que dizer...
E,talvez seja esse pouco o que me sufoca mais.

Eu pago as contas pelo que sou,
nem mais ,nem menos.

É excesso de egoísmo eu sei...

Mas, coloco o meu sorriso, mais cínico no rosto,
só esperando que alguém perceba o tamanho da minha ilusão:
Sou uma esfinge sem mistérios,
e, talvez seja, esse,o meu maior segredo...

E,sabe,apesar de todo tédio e confusão,
que me ardem os sentidos,
não mudaria uma vírgula, sequer ,do que escrevi em mim.

...Isso tudo sou eu.

Não;não é o vazio,afinal de contas,
é o excesso de mim mesma,
o que, mais, me perturba.

3 comentários:

  1. é, eu também sei como é tudo isso.
    sempre pensei que era o 'pouco' de mim, mas depois ler, vejo que também é o 'excesso'.

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  2. Os silencios que me devoram,
    Imagem bela esta.

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  3. Esse excesso de ti, me toca.Quando de forma indelével marca.
    Bom saber, que voltas à tua tarefa de encantar com poesia.

    bjo no coração.

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