Cá estou, eu, outra vez,
entre folhas e silêncios,
que me devoram.
Olhando de longe, o que ainda me restava de orgulho,
esparramando-se,assim,
sem brilho,
dor ou ardor,em mim.
Meu peito pulsa displicentemente,
marcado pelos meus descompassos.
E,não ,que eu tenha muito o que dizer...
E,talvez seja esse pouco o que me sufoca mais.
Eu pago as contas pelo que sou,
nem mais ,nem menos.
Mas, coloco o meu sorriso, mais cínico no rosto,
só esperando que alguém perceba o tamanho da minha ilusão:
Sou uma esfinge sem mistérios,
e, talvez seja, esse,o meu maior segredo...
E,sabe,apesar de todo tédio e confusão,
que me ardem os sentidos,
não mudaria uma vírgula, sequer ,do que escrevi em mim.
...Isso tudo sou eu.
Não;não é o vazio,afinal de contas,
Não;não é o vazio,afinal de contas,
é o excesso de mim mesma,
o que, mais, me perturba.
é, eu também sei como é tudo isso.
ResponderExcluirsempre pensei que era o 'pouco' de mim, mas depois ler, vejo que também é o 'excesso'.
Os silencios que me devoram,
ResponderExcluirImagem bela esta.
Esse excesso de ti, me toca.Quando de forma indelével marca.
ResponderExcluirBom saber, que voltas à tua tarefa de encantar com poesia.
bjo no coração.